quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Dor, oportunidade de ascensão (Rafael Ary)

A dor chega para todos como forma de certeza de que não viemos para este plano a passeio, nem tão pouco para deleite de nós mesmos e de nossas aquisições mundanas. No princípio tudo é treva, uma vez que não entendemos as razões de tamanho sofrimento. No começo a descrença, o desespero, a agonia, a queda, mas junto disso tudo, uma nesga de esperança, de luz. É o Criador nos afirmando que tudo que nos machuca, nos transtorna, nos consterna, tem uma razão de ser. Depuração, elevação, entendimento, oportunidade e a necessidade de se doar ao irmão, não apenas ao de sangue, mas ao irmão universal. O legado de nossos atos, de nossas palavras não será esquecido jamais, acredite nisso.
Não percamos a oportunidade de fazer a diferença, de sermos um daqueles para sempre lembrados, por aquele dia disponível a um amigo, pela mão estendida para aquele agonizante, pela palavra confortante que tanto acalma alguém muito ansioso, por apenas escutar alguém que nem mesmo um amigo se quer tem para escutá-lo...   APROVEITEMOS.



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Pensamentos...


"O Senhor é meu pastor e nada me faltará."

Quem nunca ouviu essa frase? Ou quem nunca se apegou a ela em algum momento angustiante da vida? Parece óbvio demais... Se sei que o Senhor é meu pastor, logo nada, nadinha (de bom, de bens, de felicidade...) vai me faltar, tudo em minha vida dará certo!

Tenho uma séria desconfiança de que o sentido desse texto não é o literal. Ora, se assim fosse, nossas adversidades, possivelmente, estariam resolvidas. Nunca mais teríamos problemas financeiros, emocionais ou de saúde. Seria como prometem as soluções das Organizações Tabajara do Casseta e Planeta: se o Senhor é o pastor “seus problemas acabaram!!” Hihihihi...

Parece-me que o texto fala de algo mais elevado, como a paz de espírito; a alegria pela vida; a gratidão; a força para enfrentar as lutas e as perdas; a sabedoria para nos relacionarmos etc.

Penso ser mais coerente entender que, se o Senhor é o nosso pastor, então podemos sim ser fortes, gratos, sábios e felizes, apesar das circunstâncias. Os problemas continuarão nos cercando, mas “nada” nos faltará!!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A absurda decisão de não amar o cônjuge (Lissânder Dias do Amaral)

A decisão de amar é acompanhada pelo risco de não amar. Nem o compromisso público do casamento extingue tal risco. Amamos quando nos dispomos a dedicar tempo, serviço e coração ao outro. Decidimos não amar quando nosso cônjuge deixa de ser o real objeto do nosso amor e se torna, em nossa fantasia, qualquer outra pessoa - exceto ele mesmo.
Desvios sexuais, como a pornografia e o adultério, são, na prática, nossa absurda decisão de não amar o cônjuge.


Na pornografia, idealizamos um corpo perfeito e não conseguimos dedicar tempo, serviço e coração para amar o corpo imperfeito do nosso cônjuge. Cada ato pornográfico é, no fundo, a decisão de não amar quem um dia decidimos amar. E quanto mais constante e repetitiva essa prática se torna, mais nos afastamos do nosso (verdadeiro) cônjuge. Se não houver cura, chegará o dia em que decidiremos amar definitivamente a fantasia da perfeição sem amor, a despeito da realidade da imperfeição com amor.


Já no adultério, falsificamos a nós mesmos e duplicamos nosso cônjuge. Decidimos amar duas ou mais pessoas, não amando, na verdade, nenhuma. Já não há mais foco e dedicação ao amor. Não há uma pessoa inteira ao nosso lado, com sua história, sentimentos, defeitos e qualidades únicas. Há apenas opções de prazer. E já não somos nós mesmos, apenas consumidores de bem-estar. Cometer adultério também faz parte da absurda decisão de não amar o cônjuge. Quanto mais o praticamos, mais reduzimos a quase nada quem um dia decidimos amar.


Amar é uma ordem. Quando Jesus deu essa ordem  aos discípulos (Jo 15.12), ele estava estabelecendo um alto padrão de relacionamento para toda a humanidade. Esse padrão é ainda mais relevante no relacionamento conjugal, que tem um grau de intimidade e compromisso muito mais elevado. No entanto, antes de ordenar que os discípulos amassem uns aos outros, Jesus disse que eles deveriam "permanecer no amor dele" (Jo 15.9). Permanecer é decidir diariamente continuar amando, e isso torna a vida maravilhosamente mais bela. À luz desse padrão, decidir não amar é verdadeiramente um absurdo. 
(Texto extraído da revista Ultimato julho/agosto) 


Decida amar e seja feliz-hoje!